Prova · Auditoria de Receita
CPC de 5 centavos. Custo por lead: infinito.
Uma campanha Performance Max parecia barata demais para ser verdade. Era. 92% do orçamento tinha ido para cliques de vídeo que nunca converteriam.
Orçamento em vídeo
92%
do custo total foi para cliques em feed de vídeo, não busca
CPC nesse canal
R$0,05
por clique — barato o bastante para parecer eficiente
Conversões geradas
0
em mais de 400 cliques desse canal
Antes
O painel mostrava exatamente o que qualquer gestor de tráfego quer ver no início de uma campanha: cliques chegando, CPC baixíssimo, orçamento sendo consumido sem erro nenhum. O indicador que ninguém olha por padrão — a divisão do gasto por tipo de rede — contava outra história.
- CTR saudável, custo por clique caindo dia a dia
- Nenhum aviso de política, nenhum erro de rastreamento
- A campanha parecia estar "esquentando", não vazando
O que o audit fez
Custo por clique baixo não é o mesmo que eficiência. Antes de qualquer leitura de performance, o audit sempre segmenta o gasto por tipo de rede — porque uma campanha automatizada pode estar otimizando para o clique mais barato disponível, não para o clique com maior chance de virar receita.
- 01Segmentação do gasto por rede de veiculação (busca, display, vídeo)
- 02Cruzamento de cada rede com sua taxa de conversão real, não com o CPC médio
- 03Identificação de que o formato de vídeo automático, sem asset próprio, tinha atraído a maior fatia do orçamento
- 04Reforço de sinal de público qualificado para reequilibrar a distribuição do algoritmo
Por que o CPC baixo enganou
orçamento → canal automático → clique barato → zero receita
Campanhas automatizadas otimizam, por padrão, para o volume que o orçamento permite comprar — e cliques de vídeo em feed são o estoque mais barato disponível no leilão. Sem um ativo de vídeo próprio configurado, a plataforma monta um automaticamente e direciona parte relevante do orçamento para esse formato, mesmo quando a oferta exige uma intenção de busca muito mais específica. O painel principal nunca sinaliza isso como erro, porque tecnicamente não é um: é o algoritmo cumprindo a meta de custo, não a meta de negócio. Números ilustram o padrão público já usado pela VICS; detalhes de cliente permanecem anonimizados.
O que mudou
A correção não foi excluir o canal — Performance Max não permite isso. Foi reforçar o sinal de público que o algoritmo usa para decidir onde investir o orçamento: um público de interesse qualificado, construído a partir das categorias que descrevem quem de fato tem o problema que a oferta resolve, para competir com a opção padrão de encher o feed de vídeo mais barato disponível.
Esse tipo de ajuste não aparece em nenhum alerta do painel. É um diagnóstico de causa, não uma correção de configuração óbvia — e é exatamente o tipo de achado que a Auditoria de Receita prioriza antes de qualquer decisão de aumentar orçamento.